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Para ter Huck, PPS quer até mudar de nome

Em nova etapa do esforço para atrair Luciano Huck aos palanques em 2018, o PPS colocou na mesa proposta para incorporar o Agora!, grupo ao qual o apresentador está vinculado. Em contrapartida, a sigla mudaria de nome e adotaria a alcunha do movimento.
A ideia foi encampada pelo presidente da sigla, o deputado Roberto Freire (SP). Ele está à espera de uma definição de Huck. Os dois já tiveram encontros em SP, Brasília e um mais recente, no Rio, na casa de Armínio Fraga.
Integrantes do Agora! dizem que é difícil o PPS atrair o grupo inteiro. Ainda que Huck tope a empreitada, outros quadros devem abraçar legendas como a Rede ou o Livres.
(Daniela Lima – Folha de S.Paulo)
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22 de novembro de 2017 at 12:30 Deixe um comentário

Lixo Político: Crônica de um dia de eleição

Começo esclarecendo: não é uma metáfora. Embora seja perfeitamente cabível falar sobre o lixo que se figura num sistema vendido, o lixo das práticas corruptas, dos próprios políticas sujos – que nem uma “ficha limpa” conseguiu jogar para fora – não começo tão torridamente este escrito.

O lixo, neste primeiro momento, está empregado no seu sentido denotativo. E, como é tradicional de um cronista, escrevo sobre ele pelo contato que tive. Não eram sete da manhã e precisei caminhar pelas ruas de minha cidade. A flutuação pelo vento de pequenos papéis retangulares, logo na porta de minha casa, já anunciavam o que estava por vir no meu trajeto. E não precisei andar muito para me deparar com incontáveis santinhos, panfletos, adesivos, e tantos outros materiais gráficos misturados, estampados com rostos e números. O lixo político.

Aquela cena se constataria desde os meus primeiros passos até o fim do meu percurso – e em quantidade crescente. Involuntariamente me vinha à cabeça uma analogia com a maneira com que se faz política neste país: que sujeira.

Questionei-me sobre os efeitos da expressão “não jogar em via pública”, que acompanha cada publicação que estava no chão. Parece que na política do Brasil fazemos tudo ao contrário. Cobra-se eficiência na gestão pública, e somos lesados por uma administração incompetente. Quem rouba tem que ser preso, e uma turma de mensaleiros está dando sopa por aí, alguns até querendo gerir no estado ao lado. Não se deve vender o voto, e o trocamos por galinhas – talvez ‘louros’ tenha uma conotação melhor.

Continuando no meu caminho, dois meninos a brincar me chamaram atenção: sem camisas, aqueles pobres coitados, de no máximo doze anos de idade, conseguiam aproveitar o envolto para se divertir. Jogavam para ar os montes de papeizinhos que se agrupavam entre a rua e o meio-fio. E mais reflexão: “à massa, distração e entretenimento enquanto passam necessidades em casa. Eis a nossa suja política”.

No fim de caminho, algo que era óbvio desde o começo pairava no pensamento. Éh, hoje é dia de eleição. Vão limpar a casa, tentar jogar o lixo fora. O pior é que não me surpreende que sujem tudo outra vez.

Ricardo Alves – Jornalista

3 de outubro de 2010 at 15:35 Deixe um comentário