Criança de sete anos é levada pelo pai e mãe não tem notícias do filho há três meses, em Petrolina

13 de março de 2019 at 16:20 Deixe um comentário

Por G1 Petrolina

Criança de 07 anos é levada pelo pai e mãe não tem notícias da criança há três meses

Criança de 07 anos é levada pelo pai e mãe não tem notícias da criança há três meses

Há três meses, uma mulher está sem ter notícias do filho de sete anos de idade, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. De acordo com a mãe, a criança foi sequestrada pelo pai, José Aderson Pereira, que buscou o menino na escola no dia 14 de dezembro, e desapareceu. Desde o ocorrido, Neuza Maria de Jesus não recebeu nenhuma ligação do pai do garoto, e o menino está sem frequentar as aulas. Nesta sexta-feira (15), Alan Júnior vai completar oito anos de idade.

A mãe e o pai têm a guarda compartilhada do filho. Segundo Neuza Maria, essa não é a primeira vez que José Aderson descumpre a ordem judicial sem dar satisfação. “Ele não cumpria a ordem de jeito nenhum, sempre pegava o menino. No ano passado, levou ele, passou 14 dias, depois veio deixar. Depois passava oito, 15 dias… Era assim”, relatou a trabalhadora rural.

Alan Júnior foi levado pelo pai após sair da escola, em Petrolina. — Foto: Reprodução/TV Grande RioAlan Júnior foi levado pelo pai após sair da escola, em Petrolina. — Foto: Reprodução/TV Grande Rio

Alan Júnior foi levado pelo pai após sair da escola, em Petrolina. — Foto: Reprodução/TV Grande Rio

Após o sequestro do filho, a mãe registrou o boletim de ocorrência e procurou a Vara Regional da Infância e da Juventude. Há um mandado judicial de busca e apreensão da criança. O menino pode estar em uma roça localizada em São Raimundo Nonato (PI). Segundo informações de Neuza Maria, José Aderson trabalha como feirante e a casa dele, no bairro Antônio Cassimiro, em Petrolina, está fechada.

De acordo com a advogada Janaina Ageitos, o descumprimento da ordem judicial em casos de guarda compartilhada não é considerado sequestro, pois não há pedido de resgate, mas pode ser considerado crime de subtração parental.

“Quando há essa retirada do menor da residência habitual dela por um dos genitores, a gente fala que isso é subtração parental. É um crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente e tem pena de dois a seis anos de reclusão, e multa. Essa subtração parental é uma das formas de alienação parental, de trazer prejuízos ou danos psicológicos para a criança, porque é retirado dela o poder de decisão, do vínculo habitual que ela tinha da casa dela, das referências dela”, explicou.

A advogada também alerta para a importância de buscar ajuda especializada em casos como esse. “Buscar ajuda sempre profissional, nunca tomar medidas intempestivas, no calor da emoção, porque a gente sabe que não pode fazer justiça com as próprias mãos. A legislação brasileira tem mecanismos para tentar auxiliar na solução desse problema”, destacou.

Anúncios

Entry filed under: Geral.

BRASIL Atiradores eram antigos alunos da escola em Suzano, afirma secretário Bolsonaro sanciona lei que proíbe casamento de menores de 16 anos

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed