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Dois meses da morte de Diogo Lira: ” Tudo continua do mesmo jeito, eles lá trabalhando normalmente”, diz mãe

8 de novembro de 2018 at 07:55 Leave a comment

Já se passaram dois meses da morte por afogamento do estudante Diogo Lira Ferreira, 16 anos, ocorrida no feriado de 7 de setembro nas águas do Rio São Francisco, na Orla II de Juazeiro e até o momento a família espera por uma resposta da Justiça sobre caso.

Diogo e mais dois amigos alugaram um caiaque e decidiram atravessar o rio em direção à Ilha do Fogo. Na volta, ainda no meio do rio, segundo contaram testemunhas, a embarcação chegou a virar duas vezes, o que teria chamado atenção do dono da empresa locadora “Caiaques do Vale”, que teria mandado um funcionário em outra embarcação para alcançar os jovens e tomar o caiaque e também o colete salva-vidas. Um amigo de Diogo, que estava no momento do afogamento, contou que o funcionário estava irritado com o excesso de passageiros e pelo tempo limite já excedido e obrigado a ele e a Diogo a entregarem os coletes e descerem dos caiaques. O amigo conseguiu alcançar a margem e se salvar. Diogo, que não tinha costume de nadar no rio, de acordo com testemunhas, chegou a pedir socorro, mas não teve a mesma sorte e morreu há metros da beira do rio.

Um mês após o fato, a delegada Adelina Araújo concluiu o Inquérito Policial e encaminhou ao Ministério Público com indiciamento por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

No entanto, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) divergiu do IP da Polícia Civil e considerou o crime como doloso (com intenção de matar), duplamente qualificado.

O promotor de Justiça da Bahia, Raimundo Moinhos, considerou também que o caso foi por motivo fútil e impossibilitou a defesa da vítima. Para o promotor, há indícios que Eduardo Jorge Meireles, dono da empresa “Caiaques do Vale” e o funcionário Ramos Neto Costa, assumiram o risco contra a vida da vítima. Eles responderão à processos e se condenados, podem pegar entre 12 e 30 anos de prisão.

Raimundo Moinhos também informou que outro processo por improbidade administrativa seria aberto, já que, segundo o promotor, há indícios de irregularidade no funcionamento da empresa.

O Portal Preto No Branco conversou hoje com a mãe do estudante, que ainda bastante abalada, disse que confia que a Justiça será feita e criticou o fato da empresa continuar funcionando normalmente.

“Eu estou me sentindo uma pessoa sem chão, sem vida. Eu queria que ele estivesse aqui comigo e pudesse realizar seus sonhos. Eu queria que a justiça fosse feita, mas tudo continua do mesmo jeito, eles lá trabalhando normalmente. Eu não sou mais a mesma, meu coração foi retirado. É muita dor! Pode demorar o tempo que for, mas eu vou ver esta justiça sendo feita. Eu e minha família não vamos descansar enquanto não for feita justiça. A Justiça de Deus já foi feita e eu sei disso, porque creio em Deus, mas espero a justiça dos homens, que precisa ser feita.  Estou tentando ficar de pé para lutar até o fim por justiça para a morte do meu filho!”

Fonte Preto no Branco

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