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POLÍCIA INVESTIGA ESTUPROS EM SÉRIE COMETIDOS POR MOTORISTA DE APLICATIVO

23 23UTC março 23UTC 2018 at 10:45 Leave a comment

Motorista foi localizado em Guarujá, apontado como autor de um estupro em Bertioga

NOVA VÍTIMA, UMA VENDEDORA DE 25 ANOS, JÁ IDENTIFICOU O CONDUTOR, QUE FOI PRESO EM BERTIOGA (SP) APÓS ABUSAR SEXUALMENTE DE UMA ESTUDANTE DE 16.

A Polícia Civil investiga se o motorista Luiz Flavio de Souza, de 42 anos, é um estuprador em série. Após a confirmação de que ele abusou sexualmente de uma estudante de 16 anos em Bertioga, no litoral de São Paulo, outra vítima, uma vendedora de 25 anos, moradora de Guarujá, o reconheceu como o responsável por atacá-la.

Souza foi localizado, após uma denúncia, por equipes da Polícia Militar, na noite de terça-feira (20), cinco dias depois de sequestrar, vendar e estuprar a adolescente. Contra ele, já havia uma ordem de prisão temporária. O carro utilizado nos dois crimes era alugado e também foi apreendido para ser periciado.

“Com a divulgação do caso, é possível que outras vítimas o identifiquem. Esses dois crimes, já atribuídos a ele em relação à autoria, ocorreram no intervalo de um mês, e da mesma maneira. As tatuagens no corpo dele ajudaram no reconhecimento”, afirmou o delegado Sérgio Nassur, responsável pelo caso.

Veículo alugado utilizado pelo motorista foi usado para sequestrar casal de namorados em Bertioga, SP

O primeiro estupro confirmado ocorreu em 15 de fevereiro, no Distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, contra a vendedora. Ela retornava para casa a pé, quando ele emparelhou o carro próximo a ela na calçada, desembarcou e forçou a entrada dela no veículo, mostrando uma arma. Em seguida, a algemou e a vendou.

A vítima foi levada até uma casa, onde ocorreu o estupro. Cerca de uma hora depois, ela foi colocada de volta no veículo e abandonada em uma rua nas proximidades. O caso foi acompanhado pela Delegacia da Mulher da cidade, até que uma ocorrência semelhante foi apresentada à Polícia Civil exato um mês depois, em 15 março.

“Desta vez, foi a vítima de Bertioga. Ela estava com o namorado, de 18 anos, em um ponto de ônibus, quando o motorista parou. Ele desceu e mandou que os dois entrassem. Algemou o rapaz e vendou a moça em seguida”, conta o delegado. O semelhante modo de agir chamou a atenção dos investigadores.

Luiz Souza trabalhava como motorista e foi identificado pelas tatuagens no corpo

O rapaz foi alvo de coronhadas, conforme o registro da ocorrência. Ele acabou liberado momentos depois, às margens da Rodovia Rio-Santos. Antes de sair do carro, o jovem foi obrigado a deixar o celular, dinheiro e outros objetos pessoais dentro do veículo, onde permaneceu a namorada dele, sob ameaças.

Ainda segundo a polícia, a adolescente foi levada pelo criminoso até uma casa, onde ocorreu o estupro. Durante o trajeto, ela estava vendada pelo motorista para que não conseguisse saber onde estava. A estudante foi liberada horas depois, também às margens da rodovia, na região do bairro Ana Paula.

“Suspeitamos que ela tenha sido levada para a mesma residência. Por isso, nossa investigação continua. É possível, sim, que outras mulheres e jovens tenham sido vítimas dele, que tem características de um criminoso em série. Pedimos para que essas pessoas procurem a polícia”, afirmou o delegado.

Carro utilizado no crime foi apreendido pela polícia em Guarujá, SP

PRISÃO

Souza foi encontrado após uma denúncia anônima à Polícia Militar. Ele conduzia o mesmo carro utilizado no crime pela Avenida Presidente Vargas, no Distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, quando acabou abordado por equipes que patrulhavam a área com o objetivo de localizá-lo e prendê-lo.
O homem negou, a princípio, o estupro aos policiais militares, mas confessou a participação ao depor oficialmente na Delegacia Sede de Guarujá. Além do veículo, as tatuagens no corpo dele, principalmente nos braços e no pulso, ajudaram a comprovar o envolvimento no crime. Ele também foi reconhecido pelas vítimas.
Na delegacia, os policiais ainda descobriram que o motorista, que tinha passagens por receptação e furto, trabalhava para aplicativos de transporte, mas não pagava o aluguel do veículo há pelo menos seis meses. Ele foi recolhido à carceragem e depois encaminhado à Cadeia Pública em cumprimento à ordem judicial.
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