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“Caso será acompanhado por mim”, diz Jungmann

15 15UTC Março 15UTC 2018 at 09:10 Leave a comment

“Esse caso será acompanhado pessoalmente por mim”, disse o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública) sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL. Ela foi morta a tiros, na noite passada, no centro do Rio de Janeiro. O motorista que a acompanhava, Anderson Pedro Gomes, também foi morto. Em conversa com o blog do Magno, já na madrugada desta quinta-feira (15), Jungmann disse como pretende tratar o crime: “Considero como um caso da minha jurisdição”.

O ministro relatou as primeiras providências que adotou: “Telefonei para o doutor Rogério Galloro, diretor-geral da Polícia Federal. Avisei a ele que colocaria a PF à disposição para atuar no caso. Em seguida, liguei para o general Braga Neto [chefe da intervenção federal na segurança pública do Rio]. Disse a ele que pode acionar a Polícia Federal a qualquer tempo. O general me disse que a Polícia Civil já cuidava da investigação. Avaliaremos a situação.”

Marielle um dia antes: Quantos precisarão morrer?

Um dia antes de ser assassinada, a vereadora Marielle Franco, 38, (PSOL) postou um desabafo no twitter ao comentar a morte de Matheus Melo, 23. O jovem foi baleado na segunda (12) quando saía da favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio. A família acusa policiais pela morte do rapaz. Matheus era evangélico e trabalhava na Fundação Oswaldo Cruz. Marielle foi morta na noite desta quarta (14) no Estácio, zona norte do Rio.

Na rede social, a vereadora postou: “Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. Matheus Melo estava saindo da igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?”, indagou a vereadora.

Ela e o motorista do carro foram baleados. A assessora da vereadora sobreviveu. A vereadora era aliada do deputado estadual Marcelo Freixo (Psol), que ficou em segundo lugar na eleição para prefeito do Rio.
Freixo disse que todas as características do crime são de execução e que vai cobrar providências.

Ela é nascida e criada no complexo de favelas da Maré, uma das regiões mais violentas da cidade.

Socióloga formada pela PUC-Rio e mestra em Administração Pública pela Universidade Federal

Fluminense (UFF), Marielle foi a quinta vereadora mais votada do Rio na última eleição. Ela obteve 46.502 votos.

No mês passado, ela foi nomeada relatora da comissão que acompanhará a intervenção federal no Rio.

Marielle era contra a ação do governo federal. Em entrevista, ela disse que a intervenção militar era “farsa”. “E não é conversa de hashtag. É farsa mesmo. Tem a ver com a imagem da cúpula da segurança pública, com a salvação do PMDB, tem relação com a indústria do armamentismo”, disse a vereadora.

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